Educação

Uma alternativa para a educação brasileira

Aquele que apresenta a solução para a educação brasileira já erra por antecipação, uma vez que o problema é mui extenso para soluções simplistas.

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Aquele que apresenta a solução para a educação brasileira já erra por antecipação, uma vez que o problema que estamos tratando é tão grande e intenso que supera o limite do horizonte de consciência dos pensadores desta. Não incluo todos neste pacote, mas um exemplo para nós é o professor Pierluigi Piazzi. Dito isso, é importante salientar que educação é algo conectado a todos os setores de uma sociedade, e posso citar outros dois campos monstruosamente vastos que se relacionam diretamente com ela, que são a cultura e a economia.

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O que podemos fazer para uma eventual melhoria é propor medidas potencialmente impactantes nos mais diversos aspectos que a palavra educação pode conceber. Neste sentido, forneço nesse breve texto uma sequência lógica que poderia desencadear uma melhora na educação brasileira, mas que certamente não ocorrerá sem uma tomada conjunta de diversas outras decisões, mais profundas, no sistema educacional.

As questões levantadas a respeito do livre mercado dentro dos círculos mais “à direita” já foram discutidas exaustivamente, portanto me abstenho de tentar provar eficácia dessa corrente econômica nesse texto. O que quero propor com a livre iniciativa na educação é a simples liberdade de empreendimento no setor, sem complicações burocráticas ou mesmo taxações sobre empreendimento, imposto somente sobre produto ou serviço, nunca sobre o empreendedor e sua empresa.

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A seguir apresento uma sequência lógica do que será feito e algumas consequências, posteriormente comento as medidas com base na minha experiência dentro dos círculos de Educação:

  1. Dar a livre iniciativa a autonomia para empreender na área da educação de forma eficaz (setor privado);
  2. Manter ou elevar os investimentos na educação pública (setor público);
  3. Consequência 1: Evasão da escola pública na crença individual de que a escola privada é melhor que a pública, com base na maior acessibilidade do ensino privado decorrente da livre iniciativa;
  4. Diminuição do montante alunos nas escolas públicas pela boa oferta de preços e qualidades da escola particular, acarretando numa desocupação das escolas públicas que estão mais superlotadas que presídios;
  5. Consequência 2: Aumento da qualidade do ensino público pois houve uma redução da quantidade de alunos. Obs: A grande quantidade de alunos por sala causa grande dispersão dos alunos;
  6. A escola pública, por sua vez, estará responsável por elevar o padrão de ensino do país.
  7. Equilíbrio dinâmico sistema público e privado, via concorrência direta, e, portanto, gerando uma melhora do ensino via competição público-privada.
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Os sete tópicos apresentados acima podem afetar significativamente a educação brasileira, eles se baseiam na premissa de que quanto menor os alunos por sala melhor a qualidade do ensino. Existe uma percepção geral dos professores que atuam em escolas há vários anos que é incrivelmente mais produtivo, no aspecto intelectual, trabalhar com quinze alunos em vez de trinta ou quarenta como é o estado atual das escolas públicas. O professor perde menos tempo com medidas disciplinares e a sua presença é marcante pois não se dilui tanto no meio de poucos alunos. A interação professor-aluno aumenta significativamente e o trabalho para o professor diminui possibilitando-o planejar melhor suas aulas.

A escola pública estará responsável por elevar o padrão de ensino pois quem, em sã consciência, pagaria para estudar em uma escola privada se ela fosse pior que a pública? Ao mesmo tempo, qual seria a lógica de uma escola privada existir se ela não oferece bons diferenciais em relação à pública? Fica óbvio que o padrão das escolas privadas deveria aumentar conforme o padrão das escolas públicas aumenta, e é exatamente por isso a escola pública é a engrenagem nesse sistema.

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Existem diversas modalidades alternativas de ensino, envolvendo metodologias diferenciadas. Um exemplo comum são os “aulões”, que são simples aulas expositivas, com duzentos alunos numa sala. Tais aulas podem ser revisões, demonstrações, grandes exposições, como palestras que ocorrem em qualquer lugar. Não tenho a intenção de desmerecer essas modalidades e como já disse não é possível resolver todos os problemas referentes à educação. Posso, somente, lhes dizer que cada modalidade tem o seu lugar, às vezes é vantagem fazer de um certo jeito e, em outros casos, não. O objetivo deste texto é pensar a Educação de uma maneira mais articulada e conectada com outros setores da sociedade, mas nada disso terá eficácia sem a volta da autoridade do professor e sem a concepção de que o conhecimento precisa ser transmitido, pois é uma riqueza produzida por toda a civilização. É preciso estudar e reproduzir os grandes pensadores, somente depois disso teremos a possibilidade de superar suas ideias.

“Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes.” (Sir Isaac Newton)

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