Sociedade

Pai não dá a luz! A ideologia de gênero silenciosa na mídia

Imprensa brasileira capricha na subversão anunciando o parto do "homem" do casal.

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Na última semana uma notícia inundou as redes sociais e portais de notícias. E as manchetes foram bem generosas ao chamar a atenção do público. Pelo menos cinco grandes sites jornalísticos e/ou de entretenimento anunciavam que o pai havia dado à luz no Equador. Confira as manchetes abaixo:

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“Conheça o casal transgênero em que o pai deu à luz a um menino” (G1)

“Pai dá à luz filho de casal transgênero no Equador” (O Globo)

“Casal transgênero: pai dá à luz menino no Equador” (MSN)

“O casal transgênero em que o pai deu à luz a um menino” (Terra)

“Homem transgênero faz história no Equador com sua gravidez” (Yahoo)

O evento foi noticiado em todo o mundo, principalmente no Reino Unido, pelos jornais Daily Mail, Independent e o The Guardian. Mas diferente das chamadas brasileiras, era quase unânime o anúncio como o nascimento do primeiro filho do casal.

O caso

Diane Rodriguez e Fernando Machado são um casal símbolo do movimento LGBT no Equador. Diane nasceu homem, era Luís. Já Fernando nasceu Maria. Ambos optaram por não fazer cirurgia de mudança de sexo, limitando-se exclusivamente a tratamentos hormonais.

A mulher, que se auto proclama Fernando, ficou grávida do homem, Diane, e a criança veio ao mundo na última semana. Uma criança ainda sem nome, mas que, por enquanto, possui um apelido dos mais peculiares: Caracol. O molusco hermafrodita foi escolhido para dar nome momentâneo ao recém nascido.

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(Fonte: G1)

Ativismo símbolo na América Latina

Diane é ativista do movimento LGBT, já se candidatou a cargo público e pretende novamente pleitear uma vaga, desta vez no Senado. Ambos simbolizam o crescente aumento da tolerância aos transgêneros na América do Sul, segundo consta em sites do ativismo. E os fatos comprovam a tese.

Seis meses atrás o presidente colombiano Juan Manuel Santos emitiu decreto permitindo que pessoas mudassem seu gênero nos documentos de identificação nacionais apenas com uma visita ao cartório. Quase 400 pessoas já fizeram a mudança. Na Argentina já é garantido o tratamento hormonal gratuito e a cirurgia de mudança de sexo. E em diversos outros países, incluindo o Brasil, são muitos os projetos que ainda tramitam visando direitos como os citados acima.

Mas Diane também sofre críticas de seus iguais. Ela (ele) vem tentando estabelecer diálogo e busca a reconciliação do movimento com a igreja católica, e encontra em seu líder atual, o papa Francisco, uma possibilidade real, diante de posturas como o pedido de perdão aos homossexuais por parte do pontífice.

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As alas mais radicais do ativismo não tem nenhum interesse em dialogar com nenhuma denominação religiosa, que, dizem, são a origem de quase a totalidade dos preconceitos sofridos pela comunidade LGBT.

Mas Diana não desiste e está otimista diante do silêncio das lideranças religiosas do Equador acerca do caso.

“A igreja está sempre criticando os gays e homossexuais por adotarem crianças, por isso seria uma contradição nos criticar por darmos à luz naturalmente.”

(Fonte da imagem: metro.se)

Homem não dá à luz

Diante do caso, é preciso ressaltar algumas observações importantes, apesar de tão óbvias.

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É alarmante que manchetes como as expostas acima não sejam tratadas com consternação. A inversão da ordem natural da vida e dos mecanismos biológicos da reprodução são explícitos e certamente possuem um objetivo. Ao escreverem que um pai está concebendo uma criança, cria-se a sensação de que, realmente, podemos nos tornar o que quisermos, renegar a natureza e nos proclamarmos qualquer coisa.

O pai é o homem, a parte masculina do casal, o genitor, que possui órgãos genitais específicos, e, segundo pesquisas, não possui útero.

Quem gera a criança é a mãe, a mulher, animal fêmea. Se esta mulher quer ser chamada de José, João ou Fernando em nada isso irá alterar o funcionamento de seu corpo. O nome que ela quer ser chamada não vai inverter o fato de que ela é mãe. A gravidez é uma condição exclusiva da mulher, por mais que, quando souberam da gravidez, novamente os portais nacionais tenham divulgado que no Equador havia um homem grávido.

Tudo isso faz parte da mudança do pensamento que está sendo imposta pelos defensores da ideologia do gênero em instituições de educação. O politicamente correto leva toda essa perversão aos veículos de comunicação, ferramenta das mais eficazes para os propósitos. Dissolver o sexo masculino e feminino em um balaio de gatos onde cada um escolhe o gênero “que se sentir melhor” está na pauta e manchetes como estas trabalham em prol desses objetivos.

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Novamente, é tarefa dos pais estarem atentos ao que está sendo ensinado a seus filhos, e não somente nas escolas, mas em redes sociais e na internet em geral.

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O tempo de eleição também é importante para algumas análises. Busquem os programas de campanha de candidatos, questione sobre como se posicionam sobre a ideologia de gênero, pressionem. Não votem em coligações que tenham partidos comunistas como aliados, pois nunca se sabe qual secretaria o futuro prefeito vai oferecer ao partido vermelho se eleito.

A guerra está lá fora, em escolas, praças e na internet. O silêncio é tudo que esperam de nós para que continuem a avançar com tais ideias. Se nos calarmos entregaremos toda uma geração nas mãos de gente da pior espécie, que não querem liberdade ou direitos, e sim a mente de nossos filhos e netos.

No mínimo, tenhamos a decência de afirmar o óbvio, que é impossível um pai dar à luz a um bebê.

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