Sociedade

Crônica de um ex-cativo

Apesar do banho de sangue, dos prejuízos econômicos e emocionais o povo voltou à normalidade. E a PM? Agora ela é cativa, e pior, substituível.

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Após uma semana de reclusão involuntária, tive que retomar minha vidinha normal. Após uma semana sem ganhar nenhum tostão, sou trabalhador autônomo, decidi ir à labuta.

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Primeiramente fui à Vitória atender um cliente, minha curiosidade me obrigou em fazer visita para minhas carcereiras. De longe as vi, com suas barracas de camping, tendas para as proteger do sol e suas faixas com palavras de ordem.

Também vi uma Vitória que se recupera da semana perdida. Escolas, lojas, faculdades, bancos, postos de combustíveis, igrejas, tudo aberto e funcionando na sua normalidade. Guarda municipal, alguns poucos policiais militares e principalmente os homens do exército me animaram à realizar uma tarefa arriscada até em dias de “paz”: ir ao banco.

Dentre as duas horas que fiquei esperando para pagar as contas, vencidas devido ao meu tempo cativo, conversei com outros ex cativos, todo muito felizes de terem sua vida normalizada e contando “causos” de seu cativeiro.

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Retornei ao meu cativeiro, que agora posso voltar a chamar de casa, com a imagem de minhas carcereiras na cabeça. Como podem 18 pessoas, 12 em frente ao QCG e metade disso em frente ao batalhão do BME, colocarem toda uma cidade em risco? Como podem 18 pessoas jogarem a credibilidade da PM no lixo? Como podem 18 pessoas cometerem o erro mais básico em estratégia?

Apesar do banho de sangue, dos prejuízos econômicos e emocionais o povo voltou à normalidade. E a PM? Agora ela é cativa, e pior, substituível.

O Comediante

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(Fonte da imagem: Reprodução/YouTube)

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