Sociedade

África escravizou mais de 1 milhão de brancos, afirma historiador

''Uma das coisas que o público e muitos especialistas tendem a dar como certa é que a escravidão [na Idade Moderna] sempre foi de natureza racial. Mas não é verdade.'', disse Robert Davis, professor de história social italiana na Universidade Ohio State

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Mais de 1 milhão de europeus foram escravizados por traficantes norte-africanos de escravos entre 1530 e 1780, uma época marcada por abundante pirataria costeira no Mediterrâneo e no Atlântico. A informação é do historiador americano Robert Davis, que falou sobre o assunto anteontem.

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Segundo ele, embora o número seja pequeno perto do total de escravos africanos negros levados às Américas ao longo de 400 anos –entre 10 milhões e 12 milhões–, sua pesquisa mostra que o comércio de escravos brancos era maior do que se presume comumente e que exerceu um impacto significativo sobre a população branca da Europa.

”Uma das coisas que o público e muitos especialistas tendem a dar como certa é que a escravidão [na Idade Moderna] sempre foi de natureza racial –ou seja, que apenas os negros foram escravos. Mas não é verdade”, disse Davis, professor de história social italiana na Universidade Ohio State

“Ser escravizado era uma possibilidade muito real para qualquer pessoa que viajasse pelo Mediterrâneo ou que habitasse o litoral de países como Itália, França, Espanha ou Portugal, ou até mesmo países mais ao norte, como Reino Unido e Islândia.”

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Piratas

Davis escreveu um livro sobre o tema, recém-lançado, chamado “Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast, and Italy, 1500-1800” (escravos cristãos, senhores muçulmanos: a escravidão branca no Mediterrâneo, na costa Berbere e na Itália). Nele, o historiador calcula que entre 1 milhão e 1,25 milhão de europeus tenham sido capturados no período citado por piratas conhecidos como corsários e obrigados a trabalhar na África do Norte.

Os ataques dos piratas eram tão agressivos que cidades costeiras mediterrâneas inteiras foram abandonadas por seus moradores assustados.

“Boa parte do que se escreveu sobre o escravagismo dá a entender que não houve muitos escravos [europeus] e minimiza o impacto da escravidão sobre a Europa”, disse Davis em comunicado.

“A maioria dos relatos analisa apenas a escravidão em um só lugar, ou ao longo de um período de tempo curto. Mas, quando se olha para ela desde uma perspectiva mais ampla e ao longo de mais tempo, tornam-se claros o âmbito maciço dessa escravidão e a força de seu impacto.”

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Remadores em galés

Partindo de cidades como Túnis e Argel, os piratas atacavam navios no Mediterrâneo e no Atlântico, além de povoados à beira-mar, para capturar homens, mulheres e crianças, disse o historiador.

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Os escravos capturados nessas condições eram colocados para trabalhar em pedreiras, na construção pesada e como remadores nas galés dos piratas.

Para fazer suas estimativas, Davis recorreu a registros que indicam quantos escravos estavam em determinado local em determinada época.

Em seguida, estimou quantos escravos novos seriam necessários para substituir os antigos à medida que eles iam morrendo, fugindo ou sendo resgatados.

“Não é a melhor maneira de fazer estimativas sobre populações, mas, com os registros limitados dos quais dispomos, foi a única solução encontrada”, disse o historiador, cujos trabalhos anteriores exploraram as questões de gênero na Renascença.

Fonte: TheWashingtonTimes

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  • Andred

    Se fosse uma matéria sobre escravidão na américa aqui estaria estourando
    de comentários e compartilhamentos… mas como é sobre a escravidão dos
    Europeus ninguém liga, a mídia não fala na TV, os professores não
    ensinam nas escolas, o pessoal não comenta em debates e isso se torna
    esquecido. E o homem branco se torna o “opressor” e o homem negro se
    torna uma “vítima” (sendo que podiam muito bem enviar todos aquelas
    escravos de volta para a áfrica, mas estão ai seus descendentes, a
    maioria absoluta mulatos chorando de barriga cheia, usufruindo de
    tecnologias e conhecimentos Europeus com toda sua hipocrisia).

    • Sem falar dos negros do Sudão..

    • Dayane Lima

      Na época, o Norte da África, tinha um grande contingente de Árabes e Mouros –fato que não é apontado no texto– houve também o tráfico de negros Africanos –em momento algum diz-se que os piratas/escravagistas eram negros africanos– a matéria está mal montada, o relato por mais que não esteja mal intencionado está com deficiência de informação e mesmo que os negros africanos tivessem de fato, escravizado os brancos europeus, não teve e nunca terá o impacto que a escravidão negra africana, pois não fora algo secular e muito menos que teve uma raiz anterior –como o racismo científico –.

      • Vanderlan Chaves

        Não entendi o texto como uma colocação de escravagismo de igual para igual entre brancos e negros, aliás, ele até aponta os números! É óbvio que o impacto não é o mesmo! A segregação tem se acentuado cada vez mais é com essa ideologia de rebanho, hoje dominante, que costuma colocar uns contra os outros.

        • Góris Faria

          Valderlan, o que a Dayane quis dizer (que ela me corrija se eu estiver errado) é que o texto, ao dizer “africanos escravizaram brancos” não contextualiza que não foram negros que escravizaram brancos, mas descendentes de árabes e mouros (outro povo, outra etnia) que o fizeram (e que tbm escravizaram negros). Ou seja, faz parecer algo que não é verdade, tanto que vc veio e falou da diferença de escravagismo de brancos e negros sendo que não foram negros a escravizar brancos!

          • Caio Levi

            Os negros escravizavam as tribos vencidas, vende-os como mercadoria aos europeus, essa falácia de que o negro era apenas vítima, sem nenhum traço algoz, serve apenas para a narrativa que tem como foco o discurso vitimista.

          • Fernando Bindel

            E quando Lula, um ignorante patético e desavisado, vai à Africa pedir desculpas pela escravidão no Brasil, pediu errado. Partindo-se do fato de que boa parte da esquerda pleiteia indenizações pela escravidão aos descendentes europeus em favor dos afro-descendentes contemporâneos, e considerando o princípio da retroatividade total, desculpou-se com os negros errados. Pois esses sim, seriam descendentes diretos dos escravagistas primários.

          • Alex Santos

            A “Eugênia” e o Neocolonialismo tiveram impactos talvez bem mais fortes do que a escravidão.

          • Geremias Bristot

            Caio, não será que, diante da realidade em que existia escravidão, em que os negros já eram inseridos, acabaram normatizando e inserindo na cultura deles? Não será que, porque houve escravidão por parte dos europeus, que os negros iniciaram esse ritual de escravidão do derrotado em batalha? A invasão européia foi tão forte que influenciou diretamente na cultura e modo de pensar dos africanos?
            A escravidão no mundo antigo era muito comum, então, com certeza já houve escravidão de brancos, prisioneiros de guerra, ladrões ou pequenas caravanas em terras estrangeiras. Isso é muito diferente de uma invasão a uma nação e sequestro de uma população. Aos olhos de hoje, nenhum dos dois casos é correto, mas o que mais impactou no mundo moderno é a herança da escravatura dos europeus sobre os afro-descendentes e a discriminação social que os negros ainda sofrem por isso. Entenda que a luta contra o preconceito racial não é o de brancos versus negros, os movimentos sociais lutam contra o preconceito e pela igualdade social. Todos nós perdemos com o preconceito, mas os negros sofrem na pele muito mais, por geralmente nascerem em família de classe baixa ou pobre, por não conseguirem emprego ou por não receber o mesmo salário que um branco, pela padronização da beleza ser européia, por não encontrar representações de sua etnia nas mídias. etc…

          • Catarina de Macedo

            Meu caro…Vou ajudá-lo a responder a todas essas perguntas usando apenas a lógica. Como é que os europeus iam para África buscar os escravos? De avião? Não, em navios. Quando os primeiros europeus (portugueses) chegaram ao Sul de África, sítio até aí desconhecido, como acha que eram os barcos? Grandes? Com capacidade para muita gente? É claro que não. Ainda agora tinham começado os Descobrimentos, eles iam em caravelas. Quantos homens leva cada caravela? Cerca de 20. Quantas caravelas iam? Tendo em conta o avanço da época de certeza que não eram às centenas. Ou seja: quando o europeu lá chegou pela primeira vez, não ia em número suficiente para escravizar quem quer que fosse. Mas estranhamente, nos primeiros contactos comerciais com os locais foram logo adquiridos escravos. Estranho não? Se os africanos começaram a escravizar por causa dos brancos, então como é que eles já lá tinham os escravos? Será que os brancos obrigaram-nos a escravizar? Então isso significava que as centenas de pessoas que ali viviam devia ser completamente fracas e inúteis para obedecerem a meia centena de brancos. Aliás a hipótese disto ter sido assim, como sugere, é tão idiota que nem sequer se pode colocar não é verdade? Não vamos insultar as populações africanas. Invasão europeia? Os europeus começaram a entrar no interior de África no século XIX. Até aí ficaram sempre na costa e em minoria, completamente dependentes das relações com os locais. Colónias em África? Também é século XIX. Então o que fazia lá o branco antes disso? Comércio, é por isso que eles só ficavam na costa. E já agora, se até agora a lógica não serviu basta pensar um bocadinho: sem ser na Idade Moderna, alguma vez houve escravos? Houve. Em várias zonas do mundo, em povos diferentes, em tempos diferentes. Ou seja, essa triste invenção que tenta vender de que a escravidão é uma invenção do ‘branco’ mau, é triste porque apenas mostra quão pouco conhece da Humanidade e da História para dizer isso. Um escravo era um vencido de guerra. Apenas na Idade Moderna ganhou a preponderância e a atribuição de trabalhos pesados como todos lembram tão bem como se estivesse lá estado. É triste é ver que todos os outros escravos da história da Humanidade são descurados apenas porque não eram negros a serem comprados e utilizados por brancos.

          • Geremias Bristot

            É por isso que fiz um questionamento, como uma incitação á reflexão. Não sou historiador e não entendo como a escravidão funcionava no passado. Certamente existiu por todo o mundo e essa discussão não visa demonizar o branco, como falei, a luta contra o preconceito racial não é uma luta contra brancos. Mas nada disso muda o fato de que o homem branco, hoje, ainda detém privilégios históricos. No brasil, por exemplo, a maioria da população pobre é negra ou afro-descende. A maioria dos jovens em universidade pública é branca, oriunda de escolas particulares, entre outras disparidades.

          • Catarina de Macedo

            A origem da escravidão é simples. Num confronto, numa guerra, numa disputa, o vitorioso tinha pleno poder sobre o vencido. Ou seja, quem perdia, tornava-se escravo, se não era morto. É por isso que o escravo sempre foi produto da guerra e não de qualquer tipo de preconceito. Essa história do preconceito é na realidade, extremamente recente. Isto porque quando se generalizou o comércio e uso de escravos vindos do Sul de África no “Ocidente” e sobretudo nas Américas acabou por ser associada a cor da pele ao estatuto social de escravo, isto porque todos os escravos que para ali iam eram negros e porque não houve nenhum negro que lá chegasse que não tivesse o estatuto de escravo. Aí a associação de uma coisa e de outra tornou-se permanente até ao dia em que nesses países foi abolida a escravatura, dando aos negros um novo estatuto social que dificultava a sua inserção na sociedade. Porque já não eram escravos e pouco podiam ser depois de abolida a escravatura. A sociedade estava estratificada há já muito com cada um no seu lugar, antes de ‘surgirem’ estes novos membros que já não se inseriam no estatuto de escravos mas que procuravam uma maneira de se inserir nessa estrutura e obviamente que não foram aceites porque muitos ainda os consideravam como uma espécie de escravos só que agora eram remunerados. Isso prevaleceu até hoje e é precisamente por isso que é nos países como o Brasil e os Estados Unidos, que tiveram essa importação em massa de escravos negros, que hoje se verifica um maior nível de racismo contra negros, fruto de uma mentalidade que começou nessa época. É também por essa razão que ao contrário do que se pensa, se encontra menos racismo, assim a céu aberto, na Europa. Simplesmente porque a Europa não viu esse grande número de escravos e não teve de inserir muitos deles na sua sociedade uma vez abolida a escravatura. A grande migração de sul africanos para a Europa foi extremamente recente e aí a mentalidade ocidental já tinha mudado muito, não se colocando a questão racial associada à escravatura como no Brasil. Isto em solo europeu é claro. É por isso que hoje se verificam mais casos de racismo no Brasil do que em Portugal, ao contrário do que seria de esperar. Mas também deve notar uma coisa, não pode confundir discriminação social com discriminação racial. Quando diz que a população afro-descendente tem menos oportunidades e vive miseravelmente enquanto que a branca tem acesso aos estudos, já não é, (em tempos foi) por motivos raciais. A origem dos que moram em bairros sociais e favelas é claro, descendente da população escrava que depois deixou de o ser e passou a tentar ganhar a vida como podia. Estavam condenados a uma vida de pobreza, mas com o passar de gerações eles já não estavam condenados à pobreza por motivos raciais, mas por motivos sociais. Filho de pobres, dificilmente consegue ascender na vida pelo simples facto de não ter dinheiro para investir numa educação adequada e profissional que o permita arranjar um bom emprego. É como uma bola de neve: filho de pobre é pobre, o filho dele vai ser pobre, e muito provavelmente o neto também. As medidas políticas aí também pouco ajudaram. O mesmo se passa com os ricos. Se um filho de rico quiser estudar para ser advogado ou médico, pode fazê-lo sem qualquer problema. Não por ser branco, mas porque pode pagar. Ainda existe essa associação racial ao estatuto social (negro = pobre/ branco =rico) porque são todos herdeiros do sistema que criou essa sociedade. Em que o branco foi dono e o negro foi escravo. Hoje já não é assim mas os que foram pobres continuam a ser pobres e os que foram ricos continuam a ser ricos. Mas mais uma vez reforço que as medidas políticas são essenciais para diminuir a desigualdade social e financeira. E isso, já implica ter de olhar para as políticas que têm vindo a ser feitas nos países que presenciam este tipo de fenómeno, que não existe apenas no Brasil, mas onde se verifica com particular frequência.

          • Caio Levi

            Não, sr. Entendo todas as consequências que a escravização dos negros trouxe aos seus descendentes como vc bem pontuou; entretanto, é uma total falácia – pra não dizer preconceituoso, que vc diga que os negros apenas normatizaram uma situação criada pelo branco. Essa tese em que tudo de ruim é culpa do branco é tão nojenta e baixa quanto quem enxerga o negro com desapreço. As tribos guerreavam e a vencida era tomada como escravos, como mto acontecia com outros povos na antiguidade, como vc colocou. Vc prefere não enxergar o negro como parte efetiva da escravização dos próprios irmãos apenas pq isso não da eco à questão da dívida história, que vcs tanto gostam de propagar.

        • Andred

          Mouro vem do latim Maures que significa Negro

        • Catarina de Macedo

          A ideia não é colocar a escravidão de uma ou de outra cor em pé de igualdade…A ideia é demonstrar que a escravidão desde o começo dos tempos até hoje vai muito mais além do que a estereotipada escravidão de populações africanas levadas para as Américas na época Moderna. Quando uma pessoa pensa em escravos, pensa em negros, e isso é um pensamento extremamente racista. A própria palavra de escravo, vem de eslavo. Os mouros do Norte de África tinham particular interesse em escravos do leste da Europa pois resistiam bem à castração para serem eunucos e guardarem os haréns. A escravidão não tem a ver com cor de pele nem com territórios, houve escravos em todos os continentes, todos os tipos de escravo com todos os tipos de escravizador. Este artigo fala em escravos europeus escravizados pelos Norte Africanos na Idade Moderna (ou seja, lembra que não houve apenas escravos negros ao contrário do que se tem vindo a afirmar), porque meus caros, se formos falar no Império Romano então aí não vai haver europeu que diga que não teve um antepassado que foi escravo.

          • Ana Emidia Sousa Rocha

            A própria Europa fez seus escravos brancos, como na Grécia. A Ásia também teve escravidão. A América pré-colombiana idem. A África não seria exceção. Concordo contigo, associar escravidão aos africanos é uma forma de tentar diminuir as populações negras. Um professor disse uma vez que a escravidão deveria ser sempre associada a quem a criou e não a quem foi submetido a ela.

          • Catarina de Macedo

            Eu acho que a escravidão deve ser associada no fundo a toda a Humanidade…Na Humanidade há sempre uns que pensam que podem mais sobre os outros e muitas vezes os que não tem meios de se defender e não recebem qualquer tipo de compaixão, estão à mercê da crueldade. Sermos ‘humanos’ ou não…é no fundo o que condiciona a existência de escravos ou não. O avanço nos direitos humanos é o que tem contribuído para que isso se torne menos comum.

      • Góris Faria

        Exato, Dayane, a primeira coisa que percebi foi isso.
        O texto não é intencionalmente errado, mas deixa entender isso.
        Até comentei com um amigo. Sou brasileiro e por muitos anos aprendi que os europeus exploraram o Brasil.
        Mas se você parar para pensar, Portugal tinha monopólio sobre tudo que era explorado no país, logo, um lituano, um sérvio, um polonês ou um romeno ou um suiço não exploraram o Brasil.
        Do mesmo modo, ao dizer “africanos escravizaram europeus” dá-se a idéia que negros africanos foram os responsáveis e que a terrível chaga da escravidão foi uma “troca terrível, mas justa”, algo que não foi. Visto que o norte da áfrica é formado por povos de origem diferente da dos negros sub-saarianos.

      • Ana Emidia Sousa Rocha

        O texto cita o título do livro, que nos dá a entender que os escravagistas eram de origem muçulmana, a imagem também dá esse direcionamento.

        • Ana Emidia Sousa Rocha

          Depois da fala de Góris Faria compreendi: não é dito claramente quem foram os escravizadores. 😉

    • Ana Emidia Sousa Rocha

      Não consegui entender o seu pensamento, Andred, pois pelo que o próprio texto diz o impacto da escravidão dos europeus na África não chegou nem perto da escravidão africana pelos europeus. Além disso, os europeus se beneficiaram muito tanto escravizando as pessoas, quanto tomando posse dos territórios na África. Pelo que eu aprendi, os europeus é que se beneficiaram da tecnologia africana em seus empreendimentos agrícolas e de mineração nas colônias. Não consigo ver os negros usufruindo inconsequentemente de tecnologias e conhecimentos europeus como diz, vejo, sim, muitas pessoas sem oportunidades, exploradas ou discriminadas. Uma parcela de mau caráter tem em qualquer etnia, nunca foi exclusividade de negros ou brancos.

      • Vanderlan Chaves

        Muito bem colocado Ana!

      • Sidney Pires

        Parabéns Ana pela resposta.
        Em nossos dias existe brancos e negros sendo escravizados nos Países mais pobres.
        O trabalho infantil e uma forma de escravidão. Mas, os brancos sempre levam vantagem e só olha para o Brasil.
        O texto e uma informação que não altera em nada a historia e nem acrescenta suplementos para um debate. Os brancos continuam no poder e cada vez mais ricos e ditando todas as regras de; A a Z.

        • Jo

          Mais um discursinho vitimista, que NADA ACRESCENTA ao debate. “Os brancos continuam no poder”. Como assim? E o ‘divo’ Obama não era um negro? E o que o divo fez, senão jogar ainda mais brancos contra negros? Outro ponto, meu caro: Hoje em dia há de se considerar a grande massa de muçulmanos que estão destruindo e oprimindo a África e que, não sei por que cargas d’água, NINGUÉM cita! Entre os mais radicais, há ATÉ HOJE a escravidão de mulheres, sem distinção de cor, sabia disso? Inclusive, vendem-nas como se fossem animais. Ok, houve escravidão negra. Houve branca. Houve negros que escravizaram brancos e negros e vice-versa. Mas essa maldita página foi virada no ocidente. O perigo agora está no islã radical. Vamos abrir os olhos?

      • Caio Levi

        Acho importante dizer que ao contrário da escravização bca, em q piratas sequestravam europeus para vendê-los, a escravização do negro se dava pelo próprio negro que, numa luta tribal, subjugava o vencido e aí, sim, os vendia aos europeus. O estudo é interessante na medida em que permite perceber o caminho de via dupla, independente de quão oneroso tenha sido para cada parte. Quanto à sua afirmação falaciosa de que o bco se apropriou de tecnologia do negro, fico ponderando se foi motivada por falta de conhecimento ou má fé deslavada. A cultura tribal, diferente da europeia, não era linear, em que se pressupõe um avanço, e isso não tem a ver, necessariamente, com uma cultura ser melhor ou não. Desta forma, dada a não linearidade da cultura africana à época, não há o q se falar de apropriação de tecnologia. Invente outra, esquerdista. Esta não colou.

        • Ana Emidia Sousa Rocha

          “O estudo é interessante”. Concordo com você. Por outro lado, palavras vazias são dispensáveis, elas só têm valor quando traduzidas em ações. 😉

        • Edson

          Estou perplexo com todos os comentários que li. O Brasileiro é muito mais racista do que pensava. Apontar o fato de que tribos indígenas escravizavam tribos derrotadas e depois “vendiam” aos europeus, em nada minimiza ou absolve os fazendeiros brasileiros da época. Se compraram, é porque entendiam que pessoas humanas eram mercadorias, e por tê-los pagos, teriam o direito de propriedade sobre eles. As tribos africanas tinham um motivo para escravizar: eram tribos rivais em conflitos.
          Ou escravizavam, ou eram escravizadas, ou matavam ou morriam!!! Mas o branco mercador, não estava em conflito, usavam o poder econômico para aquecerem o mercado de escravos na África, estimulando os conflitos e o número de prisioneiros, com o único fim de auferirem lucros com a compra e venda de escravos. Não há perdão!! Não há nada que justifique essa barbarie!!!! Estudos sérios mostram, que famílias europeias da elite permanecem por cerca de 300 a 500 anos no poder!!! Esse é o tempo médio para vencer as desigualdades sociais!!! Nos tempos atuais, pouco tem haver com a cor, embora, historicamente, a cor possa ter sido a origem de ancorar os negros ao fundo da pirâmide social. O certo é que qualquer movimentação na pirâmide demora gerações para ocorrer!!! A elite tende a acomodar suas gerações na estrutura do poder. No fundo, no fundo, a discussão sempre acabará entre a luta pela manutenção do status quo e a luta pela ascensão social, entre ricos e pobres, quem tem recursos e quem não os tem. Essas são também as mesmas disputadas encontradas no reino animal, onde lutam por espaços, comidas e fêmeas, a única diferença, é que essas alternâncias de poder, no reino animal, duram uma única geração, enquanto entre nós, podem durar 10 ou mais gerações!!!!

      • Catarina de Macedo

        Permita-me que a corrija- os europeus não escravizaram. Os europeus traficaram escravos que é algo completamente diferente. Esse estereótipo inventado com a imagem dos homens brancos maus a chegarem em navios e a forçarem as probezinhas das populações africanas à escravatura, como deve calcular não tem cabimento nenhum. Pelo simples facto: é insultar as populações africanas se disserem que uns poucos mercadores europeus em barcos tinham capacidade para reduzir toda aquela gente à escravatura com tanta facilidade. É claro que não conseguiam. Isso porque eles não iam lá escravizar, eles iam lá comprar os escravos que foram escravizados pelas próprias populações negras, e isso é aquela parte da história que ninguém gosta de admitir. A primeira feitoria de comércio de escravos foi aberta em parceria com a tribo local mais poderosa. Sempre houve escravos no Sul de África muito antes de o Europeu chegar. Nos confrontos internos, a tribo mais poderosa escravizava as tribos mais fracas. Quando os europeus lá chegaram, nomeadamente os portugueses, queriam comércio. E das poucas coisas valiosas que os africanos tinham para vender para além do marfim e especiarias, eram os escravos precisamente.Como também deve calcular pelo número de escravos levados para a América, aquilo não era tudo gente que vivia na costa senão tinham esgotado o ‘stock’ há muito. Ora se os escravos não eram as populações costeiras mas as do interior e se os Europeus só começaram a ocupar o interior africano no século XIX então quem capturava as populações do interior e as escravizava? As tribos africanas que comerciavam com os brancos é claro. Apenas eles eram em número suficiente para o fazer e apenas eles conseguiam aventurar-se África adentro e voltar sem problemas. Essa parte já não é dada normalmente e convenientemente nas escolas porque é politicamente correcto dizer que só os brancos são racistas e só os negros são vítimas. O negócio de escravos na Idade Moderna, foi nada mais do que um negócio muito conveniente quer para europeus, quer para os poderosos africanos. Os mesmos que hoje continuam a explorar o seus povos e continuam a esconder-se na desculpa de que o seu mal foi que o branco esteve lá há 50 anos. Daqui a 200 anos se eles continuarem da mesma maneira, quero ver se ainda vão dizer porque foi o ‘branco’ que esteve lá no passado. Aproveito para esclarecer que não houve tecnologia do Sul de África que fosse usufruída por quem quer que seja. Isto porque o seu modo de vida era extremamente simples e adaptado ao meio onde se inseriam. Já do Norte de África e do Antigo Egipto, aí sim o mundo foi herdeiro de muita coisa, mas isso já é outra história 🙂

        • Ana Emidia Sousa Rocha

          Catarina, como assim os europeus não escravizaram africanos? Percebo pelo teu português que não és brasileira, eu sou e estudei história do Brasil . É claro que a escola ensina que as “tribos” africanas também tinham escravidão e que começaram a fazer cada vez mais escravos para venderem-nos aos europeus (em todo momento os europeus aparecem, né?). Pelo menos aqui no Brasil, quem primeiro comprou um africano foi um europeu e foi para fazê-lo escravo e não sócio, afinal os senhores de engenho não eram africanos, menos ainda os clérigos aqui chegados. Infelizmente, o estereótipo de brancos maus na África foi construído por eles mesmos durante séculos. O apartheid sul-africano é uma prova disso.

          • Catarina de Macedo

            Tal como a Ana acabou de reconhecer, os europeus compravam escravos e utilizavam-nos, o que é diferente de ir a África e submeter os locais à escravatura.Era isso que eu estava a clarificar, uma vez que o que escreveu sugere que os europeus escravizaram. Escravizar, é diferente de utilizar um escravo. Escravizar é fazer com que alguém se torne escravo e não comprá-lo e fazer uso dele, que foi o que os europeus fizeram. Os africanos escravizavam e o europeus traficavam e utilizavam escravos para desempenhar toda a sorte de trabalhos, mas sobretudo para trabalhos pesados como era o caso da exploração de açúcar e nos engenhos. Isso também implicava, parecendo que não, um tratamento diferente do escravo doméstico. Foi a necessidade de força de braços abundante e constante, que levou a um tratamento mais desumano dos escravos do qual era suposto. Durante muito tempo, houve interesse por parte do comprador e dono, que o escravo estivesse bem alimentado, de saúde e até bem apresentado. Se um escravo estivesse fraco, não desempenharia o seu trabalho convenientemente. E uma vez que custou dinheiro, convinha que ele também não morresse por maus tratos. Se estivesse bem apresentado, também permitia ostentar a riqueza do seu senhor. Durante muito tempo foi assim. Mas na exploração agrícola já foi diferente. Não havia tempo para esperar que o escravo doente ou ferido se curasse. Eram horas perdidas de trabalho e desperdício de dinheiro. Rendia mais usar escravos, livrarem-se deles e voltar a comprar mais do que adaptar o trabalho e o negócio às capacidades físicas dos mesmos. Foi isso que levou aos tratamentos atrozes que depois ficaram conhecidos. No entanto..Há que não resumir toda a questão da escravatura aos escravos negros levados para as Américas. Tem especial importância por ter sido o período onde houve o comércio mais intenso de escravos da História. Mas apenas dar importância a isso, como muita gente tem tendência a fazer, é desvalorizar os outros escravos de outros povos e de diferentes épocas que não deixaram de sofrer também pela condição que lhes foi imposta. O seu comentário inicial foi incoerente, na medida em que utilizou o termo “escravizaram” indevidamente, e com o devido respeito, é senso comum que nas regiões do Sul de África nunca houve tecnologia avançada que fosse útil a qualquer civilização. Alguém a tentar sobreviver naquele território sim, poderia fazer grande uso dos conhecimentos da gente local. Mas algo que fosse importado dali não houve. Como já referi, África teve grandes contributos tecnológicos, culturais e intelectuais mas nenhum veio do Sul. Em contrapartida, tenho que reconhecer que se bem que extremista, o comentário de Andred tem a sua razão. Afinal, quer a Ana quer eu e muitos outros independentemente da origem, estamos a usufruir de uma tecnologia conhecida como computador/telemóvel e Internet e nenhuma delas foi produto de um país sul africano. O mesmo posso dizer dos avanços da medicina e da farmacêutica, dos meios de produção de energia, dos transportes, da arquitectura. Coisas que nunca foram referência no Sul de África, nem mesmo para os próprios que lá vivem, que hoje preferem construir casas e prédios à ‘ocidental’ em vez de viverem nas tradicionais choupanas em que viviam até o ‘branco’ lá chegar.

          • Jo

            Muito boa sua explanação, Catarina!!!

    • Marcus

      Concordo, é o vitimismo sendo usado para beneficiar politicos populistas. Essa discriminação na ultima década teve um crescimento expressivo. Aliás esse vitimismo atualmente no Brasil se estende aos homosexuais e outras classes, é reconhecidamente a aplicação do marxismo cultural.

      • Alex Santos

        Os ideais de “Eugenia” e o Neocolonialismo provavelmente tiveram mais impacto do que a escravidão.

    • Fabio Nogueira

      A escravidão é parte da história humana desde tempos imemoriais. Todos os registros das civilizações da antiguidade incluem a escravidão dos povos vencidos pelos vencedores. Esse fenômeno percorreu o planeta e envolveu todas as sociedades. O registro mais recente é o da escravidão negra nas Américas, da escravidão entre os próprios povos negros na Africa (como de resto em qualquer continente) e da escravidão de europeus pelos negros. Aqui no Brasil, diversas tribos indígenas escravizavam outros indios: tapuias, papanases, guaianás e guaicurus, dentre outros. Um caso único é dos terenas, que eram escravos e pagavam tributos aos guaicurus e, ao mesmo tempo, tinham seus próprios escravos. O assunto escravidão é muito mais amplo e complexo do que essa simplificação primária que a gente vê na mídia usualmente.

      • Edson

        O Brasileiro é muito mais racista do que pensava. Apontar o fato de que tribos indígenas escravizavam tribos derrotadas e depois “vendiam” aos europeus, em nada minimiza ou absolve os fazendeiros brasileiros da época. Se compraram, é porque entendiam que pessoas humanas eram mercadorias, e por tê-los pagos, teriam o direito de propriedade sobre eles. As tribos africanas tinham um motivo para escravizar: eram tribos rivais em conflitos.
        Ou escravizavam, ou eram escravizadas, ou matavam ou morriam!!! Mas o branco mercador, não estava em conflito, usavam o poder econômico para aquecerem o mercado de escravos na África, estimulando os conflitos e o número de prisioneiros, com o único fim de auferirem lucros com a compra e venda de escravos. Não há perdão!! Não há nada que justifique essa barbarie!!!!

        • Fabio Nogueira

          Se quem compra tem interesse econômico, quem vende também tem. Não existe qualquer diferença entre as pessoas no que concerne à escravidão. A escravidão denota um desprezo pelo ser humano. Isso fez parte de todas as sociedades humanas, em todos os continentes, por boa parte da nossa história sobre o planeta. Não há nada de menos sério na escravidão promovida por tribos africanas sobre rivais, ou tribos indigenas sobre rivais, ou brancos sobre outros povos. Escravidão é simplesmente escravidão. Quanto ao conceito de “absolver”, isso não se aplica a contextos históricos. O conceito de moralidade é variável no tempo. O que não é aceitável hoje, era aceitável no passado. E muito do que é considerado “moral” hoje, será considerado inaceitável no futuro. Por isso não faz sentido condenar bandeirantes ou conquistadores egipcios. Só se pode condenar o que acontece hoje

          • Edson

            Repetindo: Uma coisa não minimiza a outra. Me refiro especificamente a escravidão ocorrida em meu País, que produziu gerações de negros pobres, com os quais convivo. Nesse contexto específico, os brancos, dos quais sou um descendente, tomaram os negros como mercadorias e se enriqueceram com isso. Sobre a restrição de não poder condenar o que ocorreu no passado, como homem livre que sou, sem dono, recuso-me a aceitar tal ideia. Portanto, eu tenho o direito de condenar aquilo do qual discordo.

          • Fabio Nogueira

            Não há necessidade de se passar por vitima. Eu não estabeleci uma restrição sobre a sua liberdade em condenar ou não o passado. Eu dei minha opinião de que condenar o passado com base em critérios do presente não faz sentido. É o mesmo que condenar os povos germânicos por terem destruido o Império Romano matando 300.000 cidadãos civis no processo. Ou condenar os hunos por terem arrasado metade da Asia matando principalmente mulheres e crianças. Ou condenar os romanos pela diáspora judaica. São fatos históricos que tem de ser tomados como de fato o são: fatos históricos. Tudo isso teve uma razão de ser e nenhuma dessas razões seria aceitável pelos padrões civilizatórios atuais. Entretanto, o que aconteceu nos séculos anteriores é parte do passado e não existe régua do presente aplicável a eles. Obviamente nada impede que se reconheça que o presente é decorrência do passado e existe necessidade de se consertar uma série de distorções no tecido social causado pela somatória das políticas e ações dos últimos 500 anos. Mas daí a condenar alguém do passado por fazer o que era prática aceita por todos, isso não faz sentido pra mim

          • Edson

            Não consigo deduzir de onde tirou a conclusão que me fiz de vítima. Vítima são todos os negros escravizados e seus descendentes. Eu sou de origem Europeia, Branco, muito branco. Pra mim faz todo o sentido condenar os assassinos históricos, Hitler, Stalin, Pol Pot,Bagosara… Sob nenhuma ótica consigo legitimá-los. Nem legitimar os assassinos do passado, do presente ou do futuro. Não preciso da concordância de ninguém para crer no que creio, que o bem mais valioso do mundo é a Vida, e ninguém tem o direito de tirá-la.

    • Edson

      Estou perplexo com todos os comentários que li. O Brasileiro é muito mais racista do que pensava. Apontar o fato de que tribos indígenas escravizavam tribos derrotadas e depois “vendiam” aos europeus, em nada minimiza ou absolve os fazendeiros brasileiros da época. Se compraram, é porque entendiam que pessoas humanas eram mercadorias, e por tê-los pagos, teriam o direito de propriedade sobre eles. As tribos africanas tinham um motivo para escravizar: eram tribos rivais em conflitos.
      Ou escravizavam, ou eram escravizadas, ou matavam ou morriam!!! Mas o branco mercador, não estava em conflito, usavam o poder econômico para aquecerem o mercado de escravos na África, estimulando os conflitos e o número de prisioneiros, com o único fim de auferirem lucros com a compra e venda de escravos. Não há perdão!! Não há nada que justifique essa barbarie!!!!

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  • Claudney Menezes

    A verdade é que desde o início dos tempos o ser humano, escraviza outro ser humano. A tribo negra vencedora, comercializava o negro perdedor. O exército branco escravizava o perdedor. É claro que se tratarmos em números os negros sofreram a pior parte. Mas Está além do racismo, está na índole do ser humano infelizmente.

    • Alex Santos

      O racismo está mais ligado aos ideais de “Eugenia” dos seculos XIX e XX.

  • Estevam Von Claus

    O texto fala, fala, fala… sobre ‘pesquisas’ e nada é falado de forma cabal… Que pesquisas foram essas? Cadê documentos, arquivos, objetos… algo mais ‘sólido”? Só pincelar, torna a matéria superficial, sem veracidades. Claro que na história: tudo é possível. Apenas questiono o artigo, que poderia ser mais implementado.

  • Silas Cabral De Lima Filho

    Não se questiona a informação, mas sim o que se quer contra argumentar com tais informações. As vezes para isso se cria um cenário falso onde se diz que o outro lado esconde informações ou diz isso e aquilo. Primeiro, nunca li em nenhum livro ou vi algum historiador dizendo que a questão da escravidão era puramente racial, como disse o texto. Segundo, costumo ouvir criticas dizendo que na escola se esconde informações de que povos africanos no litoral prendiam e escravizavam outros povos no interior e vendiam-nos para Portugal e Espanha, outra informação falsa, pois esta informação pode ser encontrada em livros de historia e a lei que trata do ensino de historia e cultura africana nas escolas diz que deve ser exposta o papel e a contribuição que os europeus e africanos tiveram para a escravidão no Brasil.
    Em outras palavras não desconfio da matéria ou do pesquisador e sim da intenção dessas informações que alguns fazem.

  • Everaldo Goes

    Discussões históricas são sempre interessantes. Como historiador, não posso deixar de fazer algumas considerações, apesar de, neste momento, não dispor de fontes bibliográficas para citar, aqui, a não ser minhas recordações de estudos:

    1. O autor diz que África escravizou europeus. Mas, esta “África” seria mesmo de populações negras?

    2. Esta região, África do Norte, neste período, foi ocupada pelos Otomanos, de origem turca, caucasiana, branca;

    3. Antes desse período, os negros, pretos, haviam migrado em sentido Sul da África, em função da desertificação do Norte; essas populações, sim, ficaram fragilizadas e expostas a sequestros e escravidão nas regiões para as quais migraram.

    4. Os corsários, que no texto o autor afirma serem capturadores de escravos, não eram piratas negros, africanos, mas, sim, brancos, europeus, inclusive que navegavam com o aval de governos de seus países, como Inglaterra, Holanda, França, Espanha…

    Resumindo: se houve escravidão de europeus brancos, foram brancos que o fizeram na África do Norte.

  • Rodrigo

    Quem mais escravizou negros foi o próprio negro, os brancos os compravam dos negros, eles não o capturavam, então tem dois sujeitos, o vendedor negro e o comprador branco, quem estava errado? O que comprava ou o que capturava e vendia? O traficante ou o usuário?

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  • Denivam Mavined

    Quanta ignorância eu leio nos comentários… alguns estão usando o artigo pra acusar negros de “vitimismo”! Sério??? O professor defende que a escravidão na era moderna não foi de natureza racial… mas e os efeitos dela ainda hoje em dia??? Sabem, não vejo decendentes de europeus sofrendo preconceito resultante de terem sido escravizados… Queria realmente entender pq os efeitos da escravidão ainda perduram, principalmente na cabeça preconceituosa de vocês.

  • Flavia Tavares
  • Flavia Tavares

    Em países de doutrinação muçulmana existe escravidão até os dias de hoje de negros e brancos. Quem for trabalhar em país do oriente toma cuidado com o passaporte.

  • Flavia Tavares

    Os Papas Católicos forma os primeiros a se opor a escravidão. Graças a Igreja Católica os índios do Brasil não foram escravizados.
    A Igreja Católica NUNCA usou escravos. Eram todos muito bem pagos. Vide o exemplo de Michelangelo.

  • Giordano Mochel

    Uma coisa é uma escravidão proporcionada por corsários que pouco se importavam com qualquer tipo de classificação racial. Fossem, brancos, negros, índios, amarelos, pardos, o mote era escravizar para trabalhos forçados. Além disso, nem sempre os escravos capturados iam para o norte da África, e caso fossem, também não significa que trabalhariam para negros. O outro viés é uma escravidão voltada a uma cor. Apesar de haver escravidão de brancos nos anos em que a escravidão estava no auge, nunca se ouviu falar de escravos brancos nas Américas, ou se houve, é tão raro que não ficou registrado. A escravidão das Américas era uma subjugação dos negros, a ponto de terem sido criadas várias teorias sobre a inferioridade intelectual dos afrodescendentes. Matéria tosca.

  • André Anlub®

    Daqui a pouco alguém vai falar em ditadura comunista gayzista bolivariana… vai vendo! Ah, coitado desses meninos machistinhas ricos oprimidos.

  • André Anlub®

    DNA! descobri porque eu quase choro quando acaba meu salmão!

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