Política

Os canalhas de outrora e a última saudação

Cansei-me dos respeitáveis psicopatas virtuais, dos tolos iludidos, dos que dizem "eu te amo" sem amar, dos ineptos com projetos políticos, de homens irascíveis ou ímpios que creem fazer o bem com os mesmos erros de outrora, a que eles chamam de "direitos" ou "liberdade".

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Ter a experiência de escrever no Minuto Produtivo foi uma coisa maravilhosa. Este foi um ambiente e um mecanismo que me permitiu aprimorar meus estudos e divulgar ideias. Meus textos aqui publicados seguirão como patrimônio do site enquanto for do interesse dos proprietários. Contudo, hoje anuncio meu desligamento voluntário da página. Minha decisão é resultado de questões pessoais que aqui não cabem comentar e de questões políticas e filosóficas na minha cabeça.

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Após andar e vaguear pelos mimosos e não tão límpidos vales do espectro político, saindo da democracia cristã, ainda dentro dos limites aceitáveis pela revolução liberal, e passando até ao tradicionalismo mais reacionário, cheguei a conclusão que o máximo que posso desempenhar é o papel de educador e divulgador de ideias. Alertando para farsa da democracia liberal e os erros modernos. Defendendo a tradição e os valores mais sublimes que definem o que a esquerda chamou de direita na sua estréia, isto é, toda a horda dos defensores da Igreja, do Rei e do Antigo Regime. O fato é que uma ideia tão radical, como o saudosismo absolutismo antiliberal monárquico, não tem espaço na política moderna, e serve apenas como voz de contestação de uma realidade por um ideal um pouco mais ortodoxo.

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Por isso disse que “desistir de lutar não era feio“, e quando não se têm estômago, é o melhor a ser feito. Outros, porém, são fortes, sabem lidar com as tramoias, e toleram os jogos de interesses e as novas “virtudes” modernas. E esses eu até incentivo, já que ainda têm forças para essa empreitada. Algumas pessoas nascem pra ser futebolistas, outros arquitetos, a vida é assim. Para este escriba, a quem as disputas políticas – ao menos hoje – perderam o sentido e não integram seu modo de viver, não tendo, assim, vocação política, resta apenas o papel de leitor e divulgador de ideias, estudioso privado de fora do debate público.

Cansei-me dos respeitáveis psicopatas virtuais, dos tolos iludidos, dos que dizem “eu te amo” sem amar, dos ineptos com projetos políticos, de homens irascíveis ou ímpios que creem fazer o bem com os mesmos erros de outrora, a que eles chamam de “direitos” ou “liberdade”. São canalhas de toda sorte que pululam aqui e acolá, traindo-se mutuamente, difamando-se uns aos outros. E é com a frase de um certo Gilbert que me despeço do bom leitor que me tolerou:

“It’s in the things taken for granted; the things passed over; even in the things forgotten, that the glaring change appears. It’s involved in the very words used to whitewash it. People say: “There were blackguards like that a hundred years ago and in every age!”. The answer is: “Yes, there were blackguards like that a hundred years ago. But there were not respectable people like that a hundred years ago.” Society did not recognize the convention of sin, which only became unconventional when it actually turned into a crime. It’s not that more people are breaking the law, it’s the terrible fact that the law is broken. And broken in the sense of being broken down.”

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(Fonte da imagem: Pink News)

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