Política

Uma retrospectiva da semana sem PM no ES

Faço um apanhado de meus comentários da semana sem PM no ES que se passou. Vão desde textinho vigarista de professor de sociologia da FDV até desarmamento civil e Paulo Hartung.

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5 de Fevereiro, “primeiro” dia de paralisação total:

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Primeiro questionamento aos “especialistas” e intelectuais de esquerda que defendiam o “Fim da Polícia Militar” ou sua “desmilitarização”[1].

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Algumas observações sobre o desarmamento civil e suas inevitáveis consequências  para a população em geral.

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

No dia 6, Marcelo Freixo começa a fazer política de “damage control”/controle de danos, já que a situação caótico no estado do Espírito Santo fez com que pululassem memes e críticas ao deputado estadual do RJ pelo PSOL.

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

 

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Depois de ver alguns textos na internet, principalmente o de um tal de André Alves, resolvi responder brevemente:

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Seguindo na mesma linha, vários – para não dizer todos- dos que já gritaram nas ruas em manifestações pedindo o fim da PM agora vieram com desconversa -, dizendo que “jamais pediram o fim da PM”, mas sim alguma outra coisa que pelo visto nem eles mesmos sabem o que era, visto que usam abstrações e chavões vazios para descrevê-las. Uma espécie de “Deturparam Marx”, só que para o fim da PM. A coisa toda foi de uma canalhice e uma cara de pau típicas dessa gente.

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Ainda neste dia, um professor da FDV, André Filipe resolveu fazer um texto “explicando” qual era o real problema do Espírito Santo. Ele fez a velhíssima tese de tentar culpar a desigualdade pela criminalidade[2].

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Do dia 8 em diante, a situação foi sofrendo mutações, principalmente com a chegada do Exército e da Força Nacional. Fiz comentários sobre a imprensa, Hartung, o desarmamento – do qual o governador e seu Secretário de Segurança são favoráveis – e a PM. Na primeira foto, comento um excelente artigo que saiu no IMB a respeito.

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

 

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

 

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(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Por fim, fiz uma análise de conjuntura sobre o que de fato teria acontecido de quinta para sexta, quando o tal “acordo” foi noticiado como verdade de Evangelho até mesmo no Jornal Nacional. Replico o texto aqui, com seu comentário póstumo feito no dia seguinte, quando a poeira já havia abaixado. Eis o primeiro:

“Só vejo duas opções: houve de fato um acordo entre as partes OU é uma manobra do governo Hartung- junto à imprensa- para forçar um acordo “ex post facto” da divulgação da tal “ata”.

A segunda opção é mais difícil de compreender,mas é mais ou menos assim: divulgada a tal ata pelos grupos de whatsapp e espalhando-se a notícia pela imprensa inteira,até pelo JN, mesmo ela sendo falsa, cria-se um ambiente de que “o acordo foi feito, está resolvido” mesmo NÃO HAVENDO ACORDO. O governador conta cada dia mais com mais agentes das forças armadas, e a PM, numa situação dessa, ficaria como vilã suprema da história caso negasse a versão oficial. Criada a atmosfera de que “o governo Hartung fechou um acordo com a PM” pela imprensa nacional e estadual, a probabilidade de recusa da PM e das famílias dos PMs a aceitar esse acordo, mesmo que ele, na prática, JAMAIS TIVESSE EXISTIDO, é mínima. Nos 2 casos, quem sai ganhando é o governo Hartung.

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Entretanto, vale ressaltar que o caso 2 não seria possível sem a cumplicidade de um dos grandes jornais do ES, e vocês sabem perfeitamente bem qual é a relação da Gazeta com o Sr. Hartung.

Não sei se foi a Folha Vitória ou a Gazeta que “soltaram a notícia”.

OBS: Não necessariamente pode ter existido uma cumplicidade consciente entre os meios de comunicação como um todo e o governo Hartung. Os próprios jornalistas, numa manobra de “wishful thinking”, podem ter acreditado de maneira “inocente” num vazamento de uma de suas “fontes” dentro do governo. Mas aí é burrice e “autofagia” jornalística, o que é perfeitamente possível.

E não adianta chamar isso aqui de teoria da conspiração. Vai estudar história, vagabundo. Os “julgamentos de Stálin” foram extremamente verossímeis para as pessoas da época que os acompanharam. E vejam que naquela época os Estados possuíam BEM menos meios de controle social do que têm hoje.

As duas coisas me parecem possíveis. Não duvido da canalhice do Sr. Governador e da imprensa, mas também não duvido da compaixão dos PMs e suas famílias para com a população.

Nego critica a imprensa mas vai SECO nas notícias que ela divulga.

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OBS: Eu não disse em NENHUM MOMENTO que a segunda opção é a verdadeira. Eu disse que, no momento, eu VEJO duas POSSIBILIDADES, o que significa, evidentemente, que eu NÃO SEI.

Nisso tudo, eu só tenho uma certeza: sua alteza,o imperador Paulo Hartung é um gênio político. Raposa velha do PMDB fazendo altas manobras. Imagine como são os de Brasília.

O Brasil não é para amadores, e as pessoas parecem esquecer disso a todo momento.

EDIT: Vi agora uma terceira opção, que na prática é a mesma coisa que a segunda: Paulo Hartung passou por cima da PM e negociou com “familiares de PM”/associações já pré-selecionadas e escolhidas a dedo por ele e pelo governo do estado e firmou tal “acordo”, mesmo sem o consentimento da imensa maioria das famílias dos PMs, que foram as pessoas que efetivamente fizeram toda a movimentação. Juntem isso com as 2 hipóteses anteriores(principalmente a participação da imprensa) e façam as contas.”

E o segundo:

“Depois da manobra genial – diabolicamente genial – de ontem de sua alteza,o imperador Paulo Hartung, hoje chegou o PGR, Rodrigo Janot, para ajudar a “botar ordem” na casa.

Foi convocado para ajudar na retaliação/indiciamento/como quiserem chamar aos PMs que continuarem aquartelados.

A estratégia, no geral, foi a seguinte:

Fizeram a manobra de ontem para rachar de vez o movimento e para provocar uma confusão dentro dele, enfraquecendo-o. Isso pode ser facilmente verificado pelo simples fato de que a própria PM não sabia e ainda parece não estar sabendo direito o que aconteceu ontem. A confusão gerada, como eu bem havia dito, fortaleceu o governo do ES e enfraqueceu a nossa imprensa ultra-mega-master sem vergonha e vigarista , que tentou tratar tudo como se não tivesse mentido para o país inteiro ontem em rede nacional. Nada de surpreendente, jornalistas são piores do que políticos quando a questão é caráter e senso moral. A cobertura que fazem da política internacional e, em especial, de Donald Trump, Marine Le Pen e Jair Bolsonaro não me deixa mentir.

Com a chegada do PGR, o MP vai trabalhar junto a ele para indiciar todos os que continuarem aquartelados, o que vai fazer com que os que permanecerem no movimento se fodam sozinhos.

Haverá uma “renovação” na PM nos tempos vindouros, e o governo de sua alteza fará o possível para evitar futuras “rebeliões”. Irá punir os PMs rebeldes não só por vias judiciais, mas irá utilizar a imprensa e o judiciário do ES(que está na sua mão e é “nada corrupto”) para PERSEGUIR A POLÍCIA MILITAR mais ainda – como se isso fosse possível tratando-se da imprensa de banânia-, assim como suas famílias. Podem anotar aí. As famílias dos PMs e eles mesmos serão colocados no ostracismo. O MP e o governo do estado provavelmente tem o nome de todo mundo que aprontou essa semana, e esses nomes não serão esquecidos. Hartung trabalha assim e sempre trabalhou assim.”

Referências:

[1] Sobre a tal “desmilitarização da PM”:

Veja também:  A greve da PM no Espírito Santo: um guia do que NÃO fazer em estratégia política

Ideologia Anti-PM e globalismo

Desmilitarização da PM: a quem interessa?

“Follow the money”: quem financia a campanha pela desmilitarização?

[2] Escrevi 2 artigos para o Minuto Produtivo onde abordei o assunto:

O sistema penitenciário, a criminalidade e a narrativa da esquerda – Parte 1

O sistema penitenciário, a criminalidade e a narrativa da esquerda – Parte 2

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(Fonte da imagem: Reprodução)

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