Internacional

A intolerância dos “tolerantes” contra Milo Yiannopoulos em Berkeley

Esquerda acadêmica segue em atividade para calar o discurso divergente.

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Na noite desta quarta-feira (01/02) ocorreria uma palestra do polêmico Milo Yiannopoulos na Universidade da Califórnia, em Berkeley, porém foi cancelada em virtude de protestos violentos contra o evento. Houve pelo menos um princípio de incêndio no campus, além de janelas quebradas e objetos lançados contra o prédio.

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Na praça Sproul manifestantes acenderam fogos de artifício e foram reprimidos pela segurança composta por policiais armados com equipamentos anti-motim. Segundo a polícia, tijolos e objetos em chamas foram lançados contra os seguranças.

(Fonte da imagem: Reprodução)

No Facebook

Haviam centenas de manifestantes no local, porém, 2.100 pessoas confirmaram presença em um evento marcado via Facebook por ativistas da esquerda.

Forças policiais foram acionadas de outros campos e até de outras cidades para a contenção do protesto.

(Fonte da imagem: Milo Yiannopoulos)

Quem é Milo Yiannopoulos?

Apoiador confesso de Donald Trump desde os tempos de campanha, Milo, com 32 anos, é considerado um provocador de direita, se proclama um troll da internet. Constantemente recebe rótulos variados, como racista, fascista, misógino, islamofóbico e supremacista branco. A palestra em Berkeley seria a última de sua turnê com o objetivo de desafiar o que ele chama de epidemia do politicamente correto nos campos universitários dos Estados Unidos.

Sua visita a Berkeley foi patrocinada pelo clube republicano do campus. 

Pieter Sittler, porta-voz dos republicanos da Universidade de Berkeley, disse que o clube não apoia tudo o que Yiannopoulos diz, mas “dá uma voz ao pensamento conservador reprimido nos campus universitários americanos”. Ele usa “leveza e bom humor” que não deve ser tomado literalmente, disse Sittler.

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Bandeiras durante protestos (Fonte: SFGate)

A universidade enfatizou que não convidou Yiannopoulos e não endossa suas idéias, mas está comprometida com a liberdade de expressão.

Na quarta-feira, a universidade enviou um aviso a todos os alunos que alertava sobre um protesto e multidões próximo ao sindicato estudantil. O evento contava com 500 convites e estava esgotado. Ainda segundo a UC Berkeley, a instituição não desestimulou os protestos, apenas informou e orientou aos que não fossem participar que se mantivessem fora do local.

Este não foi o primeiro evento de Milo a ser cancelado. Antes, na UC Davis e na UCLA, que ocorreria nesta quinta (02/02), mas o convite foi retirado com o temor de novos protestos.

A atuação da esquerda para calar ideias opostas segue bem sucedida. E não é exclusividade das universidades norte-americanas. No Brasil a reação a eventos que não sejam de esquerda contém a mesma violência e repressão por parte da militância acadêmica. O monopólio das ideias vem se tornando prática incentivada pela maioria das direções e corpos docentes, endossados, obviamente, por agrupamentos estudantis organizados.

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Constantemente, estudantes universitários que não apoiam tais rumos, fazem denúncias de perseguição ideológica por não compactuarem com o pensamento reinante. A esquerda organiza eventos, tais como debates, simpósios e mesas redondas onde não existe espaço para ideias destoantes, tratando-se na verdade de reuniões de companheiros “de luta”, falando as mesmas asneiras sem ter ninguém para divergir ou apontar falhas.

Tal cenário é muito preocupante, visto que profissionais importantes saem dos campus universitários formados e em constante ativismo. Um bom exemplo são as redações de jornais, recebendo as novas safras de graduados e alienados das salas de aula, sem nenhuma capacidade de leitura política verdadeira, trabalhando exclusivamente em prol de suas ideias. Basta relembrar o fiasco da imprensa brasileira na cobertura das eleições dos Estados Unidos.

O termo universidade nunca foi utilizado de forma mais errônea. O que existem são campos de unidades, sem espaço para o contraditório.

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(Fonte da imagem: Reprodução)

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