Esportes

Análise do GP de Mônaco de 2016

Mas a sorte de Hamilton veio mesmo quando a equipe Red Bull cometeu um enorme erro com o postulante à vitória, Daniel Ricciardo...

LinkedInTumblrRedditWhatsAppEmailGoogle GmailYahoo MailWordPress
No último domingo aconteceu o GP de Mônaco, a corrida começou com chuva, o que tornou a sexta etapa do mundial em uma verdadeira batalha estratégica e de sorte. A pista que além de apertada também estava traiçoeira, pois a cada volta que se passava ela ia secando mais e formando o chamado “trilho”.

Publicidade

E bastava um errinho fora do traçado seco para a corrida ir por água abaixo, quem diria Max Verstappen. O jovem holandês vencedor da última etapa, e que largou dos boxes se espatifou no muro após um erro.

Outros acidentes também marcaram a prova, como a batida de Daniil Kvyat (Toro Rosso) em Kevin Magnussen (Renault), culpa do piloto da Toro Rosso, o toque no muro do finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari), que lhe custou o bico e a batida mais polêmica da corrida entre as duas Sauber de Felipe Nasr e Marcus Ericsson.

Daniel Ricciardo seguido de perto pelas Mercedes logo no início da corrida. Fonte (Mark Thompson/Getty Images/Red Bull)
Daniel Ricciardo seguido de perto pelas Mercedes logo no início da corrida. (Fonte da imagem: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull)

Deixando os “mortos e feridos” para trás, vamos aos sobreviventes, Lewis Hamilton largou em terceiro lugar, utilizou-se de uma estratégia um tanto arriscada e contou com um pouco de sorte para enfim vencer em 2016. Lewis arriscou optando por não trocar pneus, enquanto seus concorrentes decidiram trocar os compostos de chuva por pneus intermediários na primeira parte da prova, assim Lewis fez uma parada a menos, uma vez que optou ficar com os pneus de chuva até a pista secar totalmente para colocar os pneus de pista seca.

Veja também:  GP da Áustria de 2016

Mas a sorte de Hamilton veio mesmo quando a equipe Red Bull cometeu um enorme erro com o postulante à vitória, Daniel Ricciardo. Ao entrar para sua segunda parada nos boxes estava tranquilo, tinha tempo de sobra para voltar a frente do piloto da Mercedes, o australiano viu sua equipe despreparada e sem os pneus para fazer a troca. Foi o tempo exato para Lewis Hamilton se colocar a frente de Daniel e daí não perder mais a ponta do pelotão.

Daniel Ricciardo por sua vez, afirmou de “ferraram” mais uma vez com sua corrida, referindo-se ao erro da equipe na parada dos boxes e na estratégia da corrida anterior, o GP da Espanha.

Lewis Hamilton a frente de Ricciardo. Fonte (Mercedes)
Lewis Hamilton a frente de Ricciardo. (Fonte da imagem: Mercedes)

O líder do campeonato não teve um fim de semana dos mais agradáveis, largou em segundo e terminou na sexta posição, perdendo assim a chance de vencer pelo quarto ano consecutivo o GP de Mônaco, sua liderança perante o segundo do campeonato, Lewis Hamilton, caiu para 24 pontos, ou seja, senhores temos um campeonato.

Publicidade

Um dos destaques da corrida foi Sergio Perez da Force India, o mexicano largou em sétimo e terminou na terceira posição, fechando o pódio a frente de Sebastian Vettel da Ferrari.

Veja também:  Ricciardo e a pole circunstancial, Hamilton e a vitória circunstancial. Por que o GP de Mônaco foi uma exceção.

Já no pódio, o que se viu foi um Lewis Hamilton aliviado por voltar a vencer, um Daniel Ricciardo com cara de pouquíssimos amigos e Perez tão animado quanto o vencedor.

Daniel Ricciardo e sua cara de poucos amigos após sua corrida "ferrada" pela equipe. Fonte (Mark Thompson/Getty Images/Red Bull)
Daniel Ricciardo e sua cara de poucos amigos após sua corrida “ferrada” pela equipe. (Fonte da imagem: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull)

E voltando um pouco no assunto Sauber, falando do acidente, a equipe pediu que o brasileiro Felipe Nasr desse passagem para o sueco Marcus Ericsson que vinha mais rápido, Felipe por sua vez se negou a fazer o solicitado, quando Ericsson chegou em Nasr tentou forçar a passagem, como resultado, a batida e os dois carros do time suíço fora da corrida. A conclusão que se tira do episódio é de que na Sauber falta um comando firme.

O clima por lá já não é dos melhores, uma vez que a equipe passa por uma grave crise financeira, e como reflexo disso é a única que não evoluiu em nada seu carro durante o ano, agora a Sauber também precisa começar a controlar realmente seus pilotos.

A batida entre os pilotos da Sauber. Fonte (Divulgação)
A batida entre os pilotos da Sauber. (Fonte da imagem: Divulgação)

Felipe Massa mais uma vez andou além do que o carro da Williams anda lhe oferecendo, o brasileiro está em grande fase e é um dos favoritos a assumir um dos carros da equipe Renault para o ano que vem.

Veja também:  10 anos de um "déjà vu" na Fórmula 1

A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, com o Grande Prêmio do Canadá.

Publicidade

Veja também

Alboreto

Casos do GP de Monza: Os irmãos Brambilla, por Michele Alboreto

Nesse fim de semana ocorre o GP de Monza na Itália, um dos mais tradicionais …