Brasil

Para Dilma, o Brasil está pronto para a Copa. Será?

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(Fonte da imagem: Deutsche Welle)
A presidente Dilma Rousseff afirmou, em discurso televisivo na noite desta terça-feira (10/06), que o Brasil venceu seus principais obstáculos e está preparado, dentro e fora do campo, para receber a Copa do Mundo.
Dilma rebateu a crítica dos “pessimistas”, que, segundo ela, “foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro”. “Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo. No jogo, que agora começa, os pessimistas já entram perdendo.”
“Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios. Os estádios estão aí, prontos. Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos. Praticamente dobramos a capacidade dos nossos aeroportos. Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar, prontos para dar conforto a milhões de brasileiros”, afirmou a presidente.
“Chegaram a dizer que iria haver racionamento de energia. Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa nem depois dela. O nosso sistema elétrico é robusto, é seguro, pois trabalhamos muito para isso. Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa – em pleno inverno no Brasil!”, observou.
Dilma rebateu também as críticas à organização do Mundial, principalmente aos gastos com os estádios. “Desde 2010, quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados e municípios investiram cerca de R$ 1,7 trilhão em educação e saúde”, destacou. Ao afirmar que os investimentos nos estádios somaram R$ 8 bilhões, a presidente disse que o valor gasto com educação e saúde é 212 vezes maior que o investido nas arenas.
Para a presidente, é preciso olhar os dois lados da moeda. “A Copa não representa apenas gastos. Traz também receitas para o país, é um fator de desenvolvimento econômico e social”, disse, acrescentando que o Mundial gera negócios, injeta bilhões de reais na economia e cria empregos.
Dilma destacou ainda outros benefícios que a Copa traz para a população. “Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e avançados sistemas de transporte público. Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros”, sustentou, repetindo que aeroportos, linhas de metrô ou estádios “não voltarão na mala dos turistas”. 
“Ficarão aqui, beneficiando a todos nós. Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida”, afirmou.
Aos visitantes, reiterou: “O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos.” Dilma estará presente, nesta quinta-feira, na abertura do Mundial, em São Paulo, em que Brasil e Croácia se enfrentam no estádio do Itaquerão.
NOTA: Como ela mesma disse, treino é treino e jogo é jogo…E considerando que alguns estádios e aeroportos possuem estruturas provisórias justamente para não fazer feio aos turistas, as termelétricas estão operando “no talo” por conta do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e o Mundial ainda não começou, está na hora de ela seguir o ditado e não cantar vitória contra os “pessimistas”, até porque estes, não raras vezes, estão acertando nas previsões. Quanto aos investimentos em educação e saúde, olhemos para os resultados para concluirmos se valeram a pena esses R$ 1,7 trilhão em recursos investidos, sem contar que isso não muda o fato de termos estádios caros, alguns deles financiados com dinheiro público ou empréstimo a juros subsidiados por bancos públicos e alguns deles em lugares sem expressão no futebol, ou seja, condenados a virar “elefantes brancos” após o evento. Para finalizar, sobre a questão da Copa como fator de desenvolvimento, que como já disse em diversas oportunidades neste blog (uma delas você pode conferir aqui), o retorno econômico gerado pelo evento em si é irrisório, sem falar que sem querer, ela assumiu que, não fosse o evento a começar amanhã não teríamos tais avanços na infraestrutura. No mais, é o discurso ufanista de sempre (e pensar que algo semelhante foi visto no…Regime militar).
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