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Como a proibição do Uber afeta o empreendedorismo no Brasil

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É quarta-feira e está começando a série do empreendedor!

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Semanalmente vocês poderão contar com artigos sobre empreendedorismo, informações de como empreender, quais são os desafios, dicas, relatos e muito mais, tudo aqui no Minuto Produtivo.

Hoje eu sinceramente gostaria de começar falando sobre uma notícia boa desta ultima semana, que foi a premiação de nossa conterrânea, Mariana Vasconcelos, por seu projeto de inovação na modernização do cultivo com sua startup AgroSmart.

Mas enquanto de um lado nós temos um incentivo à inovação, a resolução de problemas e ao desenvolvimento mundial – geralmente patrocinado por universidades e empresas do exterior (no caso de Mariana, Singularity University e NASA) – de outro nós temos restrições, politicagem e um amor inexplicável pelo retrocesso.

A proibição do Uber

Faz alguns minutos que a Justiça de SP determinou a suspensão do Uber no território nacional brasileiro, o motivo para tal veto seria a manifestação de taxistas contra o aplicativo no início desse mês.

O Brasil não é o primeiro país a efetuar a proibição do Uber: Holanda, Espanha, Tailândia, Índia, Portugal já haviam proibido e é claro, o Brasil conhecido como um país “espanta-negócios”, não poderia ficar de fora.

Veja também:  Como o crescimento econômico afeta o desempenho das empresas

O mais irônico é que não faltam campanhas como a Carona Solidária que partem de ONG’s e até mesmo do governo de alguns estados, incentivando a carona como uma pequena solução aos engarrafamentos e poluição. Apesar das iniciativas, essas campanhas não saíram do boca-a-boca (tão comuns por aqui) e ninguém realmente ergueu as mangas e criou uma alternativa palpável, que  atendesse as necessidades da população, englobando segurança e confiabilidade do serviço.

E quando alguém criou, o resultado foi esse. Nós fizemos o retorno, e agora andamos na contra-mão.

Mas e os taxistas, como ficam?

Toda inovação exige um ajuste drástico dos meios anteriores. Óbvio que a primeiro momento os taxistas sairiam “prejudicados”, ainda coloco entre aspas porque no nosso padrão cultural, muitas pessoas ainda preferem o recurso de pedirem um táxi (que oferece um certo grau de conforto e segurança), do que pegarem carona com um desconhecido, por mais que um aplicativo diga que esta pessoa é confiável.

Só por esse fator os taxistas já teriam um tempo para se ajustar, melhorar o serviço e criar diferenciais. Até mesmo os próprios taxistas poderiam utilizar do aplicativo para fazer múltiplas corridas em “formato carona”, ao invés de fazer uma corrida por passageiro. Eles ainda sairiam na frente de concorrentes “desconhecidos”.

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Enfim: para quem tem cabeça e imaginação, alternativas não faltam.

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Mas no nosso país onde a castração intelectual é prática diária, agradeçam por termos evoluído o bastante antes que essa onda de intervenções começasse, caso contrário, eu estaria escrevendo em um pedaço de papel velho e vocês só veriam essa publicação se comprassem da mão do jornaleiro que o venderia todas as manhãs, na praça mais perto de sua casa.

E observem, o jornal não sairia de graça.

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