Brasil

Invasões: a vergonha de 2016

O ano de 2016 foi marcado por imensa agitação política no Brasil. E as invasões de escolas, certamente, merecem um espaço no "hall da vergonha".

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2016 foi um ano de profunda agitação política no Brasil, tendo como o ápice o afastamento definitivo de Dilma Rousseff após um longo e alegórico processo de impeachment. E não era preciso ser gênio para saber que tal fato geraria lamentações apoteóticas à uma esquerda já tão acostumada com o poder absoluto. Movimentos sociais de todo o tipo e legenda deitaram e rolaram nesses treze anos de dinastia petista, com verbas exorbitantes e infindáveis saídas direto do cofre público para alimentar uma horda de vagabundos e desocupados.

Em resumo, eles prometeram e cumpriram. Se a “mãezinha” saísse promoveriam o caos pelo país. Por exemplo, o líder do MTST, Josué Rocha, disse em um programa da Folha de S. Paulo, para espanto do jornalista, que eles iriam para a rua queimar pneus e fechar avenidas, e que o movimento não ia parar.

E uma das ferramentas usadas foi a chamada “ocupação” de escolas, que nada mais são do que invasões programadas de locais públicos sem o consentimento da maioria. Com o pretexto de ter feito uma assembleia entre os estudantes e a maioria ter se mostrado a favor, tomavam conta de prédios públicos, impedindo pessoas de trabalharem e estudantes de estudarem, sem contar o adiamento do ENEM para milhares de inscritos, prejudicando seus projetos e ferindo gravemente as liberdades individuais garantidas em constituição.

A covardia foi imensa, nojenta. Partidos políticos e organizações políticas de esquerda foram as mãos que comandavam os chamados movimentos secundaristas feito fantoches, usando-os para seus objetivos. Uniram a inflamação de lideranças com voz ativa na militância com uma juventude analfabeta, que não sabe o mínimo para poder discutir qualquer assunto e conseguiram o que queriam, a massa de manobra que invadiu colégios promovendo orgias, uso indiscriminado de drogas e, em alguns casos, assassinatos, como o que ocorreu em Curitiba. Digno de nota foram as boas ações feitas nas escolas, com muros pintados e portas consertadas pelos alunos. Curioso que passaram anos com os muros sujos e portas quebradas, sem nada fazer.

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A pauta, diziam, era o protesto contra a PEC 241 (55) que limita os gastos governamentais e que congelaria investimentos em educação e saúde por 20 anos. Mas era mais do que óbvio que fizeram o uso de tal projeto para colocar em prática intenções muito maiores. Bastava um descompromissado acompanhamento de páginas de esquerda e grupos em redes sociais para entender, de verdade, os objetivos de toda a bagunça. Era possível ler, literalmente, líderes explicando que oficialmente a pauta era a educação, mas que era pra invadir escolas e resistir até Michel Temer cair, financiado pelos (agora) partidos de oposição, querendo criar um ambiente de caos e uma sensação de desordem no país sob o domínio do peemedebista.

Organizações antes tão acostumadas com verbas gordas vindas de Brasília, como UBES, UJS e UNE encabeçaram a maioria das invasões, liderando todas as ações, tendo seus líderes quase sempre mais de vinte anos, o que os tirava, a não ser por burrice extrema, da condição de secundaristas. Visitando os perfis desses líderes era possível acompanhar viagens constantes para visitar escolas ocupadas, por vezes várias cidades no mesmo dia. Incrível como se locomovem fácil, em tempos de preços de passagens tão caras. De onde sairia a verba que financiava a baderna planejada? Em alguns Estados os sindicatos de professores declaravam publicamente apoio à causa dos estudantes, sempre com o mote “Fora, Temer” como espoleta.

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A mais notável característica destes movimentos era o completo desconhecimento da causa. Os estudantes, menores de idade sozinhos dentro de escolas, não faziam a mínima ideia da razão de suas presenças ali. Estava claro que eram orientados a permanecerem acima de consentimento ou não, até mesmo sob ameaças. Em Londrina, um dos estudantes revelou que no último dia antes da ocupação os alunos receberam professores da UEL que foram gentilmente dar orientações de como a ocupação deveria proceder. A informação foi revelada para o canal Mamaefalei, que traz Arthur do Val como uma espécie de questionador em movimentos e manifestações de esquerda, sempre apontando a total ignorância dos presentes. Tal presença irritava os “cabeças” da invasão, que orientavam prontamente a todos que o ignorassem, visto que ele faria perguntas que ninguém saberia a resposta. Arthur perguntava aos mais entendidos o número de páginas da PEC, e não obteve a resposta em nenhuma oportunidade. Geralmente ele era colocado pra fora de algum prédio público sob os gritos de “fascista”!

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E o caos se seguiu, com ocupações de centros técnicos, universidades particulares e, por fim, de Brasília, onde ocuparam o MEC, agora o inimigo, pois está nas mãos da oposição. Como bem apontou o ministro da educação Mendonça Filho, invadiram e depredaram o prédio sem nenhuma reivindicação ou diálogo, o que não causa surpresa. No dia em que o Brasil estava triste pela tragédia com a equipe da Chapecoense, os grupos de militantes pintaram Brasília de vermelho, buscando a atenção que tanto querem e o apoio da população, que jamais terão.

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O resumo de toda esta novela é claríssimo. Quem invade as escolas não quer diálogo, não quer explicar nada, nem apresentar nenhuma solução. Na verdade eles são orientados a jamais falarem, pois não devem explicações. São revolucionários, donos da razão, capitaneados por gente da pior espécie, da mesma laia dos que hoje ocupam celas federais no Paraná. Querem apenas causar bagunça, atrapalhar a vida das pessoas, chamar a atenção. Não fizeram a mesma coisa no corte gigantesco de verba da educação feito por Dilma Rousseff, e, claro, sempre que perguntados à respeito se calavam. Não tenho dúvidas que professores e alunos com boas intenções foram engolidos pelos discursos fajutos e consideraram suas ações legítimas, sendo que nada existe de legítimo em nada do que foi visto no segundo semestre. A esquerda segue passando vergonha, fazendo o que mais sabe, que é prejudicar quem não está nem aí para seus projetos podres de poder.

Do povo merecem o desprezo e a indiferença, para que enfim caiam no esquecimento político.

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